domingo, 14 junho, 2026

Como agir quando nossos filhos estão tristinhos? – por Carla Poppa, psicóloga

 

Oi, meninas! Tudo bem?

 

A dica de hoje é de uma de nossas colunistas, a psicóloga infantil Carla Poppa. Ela vai falar sobre como devemos agir quando nossos filhos estão mais tristinhos!

 

Espero que gostem!

 

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Mamãe, estou triste, me ajuda? Reflexões sobre a tristeza na infância

 

Quando uma criança pequena se sente triste, é muito difícil para ela conseguir expressar seus sentimentos por meio da fala, pois seu repertório verbal ainda está em desenvolvimento. Dificilmente diante de uma experiência que lhe causou sofrimento, ela conseguirá dizer:

 

– Mamãe (ou papai) eu estou triste, me ajuda?

 

 

crianca triste

 

 

Muitos adultos também não conseguem fazer essa afirmação. Então, a dificuldade das crianças é compreensível. Uma frase dessa natureza carrega uma sabedoria sobre si mesmo que precisa ser conquistada. Implica em uma capacidade de reconhecer e dar nome a um sentimento. Além da capacidade de mobilizar energia para ir em busca de algo (ou alguém) que possa ajudar na retomada do bem estar.

 

As crianças, muitas vezes, apenas reagem. Sentem e expressam. A tristeza é difícil de ser carregada… E, por isso,  elas tentam evitar o contato com esse sentimento a todo o custo.  Ficam agitadas, pois quando estão paradas o contato com o sentimento fica mais intenso. Ficam manhosas, choram por qualquer coisa…  Os pais, muitas vezes, não conseguem enxergar todo o processo, pois sua visão foca apenas o comportamento que perturba. Dizem que a criança está malcriada, colocam-na de castigo, gritam, brigam … E não entendem….  Perguntam-se com a melhor das intenções: afinal, o que está acontecendo?

 

 

crianca-triste

 

 

E a criança? Continua triste, mas agora sente-se sozinha também… Seu sofrimento aumentou. Provavelmente, ficará ainda mais agitada e o ciclo vicioso na dinâmica familiar é inaugurado.

 

Acredito que os pais, de forma geral, desejam evitar um contexto como esse a todo o custo. Por isso, sugiro que troquem a crítica pela empatia. Coloquem-se no lugar da criança. Ajudem-na a investigar, a se perguntar e a relatar o que aconteceu. Ao compartilhar a experiência, o sentimento pode ser expresso. A tristeza se transforma em lágrimas e pode ser superada. O bem estar pode, enfim, ser retomado.

 

Carla C. Poppa

CRP: 06/69989

Psicóloga clínica

http://carlapoppa.blogspot.com

 

 

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